Olhem bem. Quem ela lembra vocês?
Sim!
A Felícia é a minha versão HQ, vai dizer? E não é só por causa do cabelo avermelhado e das bochechas gordinhas, eu avisei no primeiro post!
Quem se lembra daquela época sabe o caos emocional que eu era, o que me levou a escrever esse manifesto. Agora, mesmo com coração e mente tranquilos, precisei voltar. Sempre tem alguém que não entende. Vamos lá.
Te liguei de madrugada? Entupi tua caixa de emails? Floodei tuas DMs? É porque, assim como a Felícia com seus bichinhos, eu quero te amar, te proteger e te abraçar pra sempre!
Alguém falaria em Mulheres que Amam Demais Anônimas, carência, necessidade de chamar atenção. Este post esclarece: não! Numa época cada vez mais individualista e incentivadora da egolatria deliberada, a amiga que te escreve agora tem o orgulho de dizer que cultiva como hobby adorar as pessoas. E ainda teve a sorte de [quaaaaase] sempre encontrar exemplares admiráveis delas por aí.
Vício em pessoas. As pessoas me deixam feliz! Amigos, família, affairs, colegas. Desconhecidos interessantes, transeuntes simpáticos, celebridades, ídolos do pop, tuiteiros. Que nem existem, que não sabem que eu existo, tem algo mais fascinante que gente?
Só que me desdobrar em dez para fazer de tudo pelas PESSOAS acaba gerando uma impressão de “meu, pra que tudo isso, tipo, ela vai viver em função de mim?”. NÃO NÉ! Exatamente por tanta admiração por GENTE, minha prioridade é que a melhor de todas seja eu. Não precisa virar o coelhinho assustado. No fim das contas, a Felícia só quer reunir os bichinhos pra serem todos igualmente felizes.
Mais ou menos por isso também me identifico sobremaneira com a primeira estrofe da primeira música do primeiro disco do Leonard Cohen. A Suzanne leva ele até o rio, traz um chá chinês pra ele, e ele sabe que mesmo ela sendo meio doida, é por isso mesmo que ele quer tá ali. E daí, quando ele fala que não tem nada para oferecer, ela deixa o rio responder que eles sempre foram amantes.
Boh.
Tirando essa parte de deixar o rio responder, tudo faz sentido. Não precisa dar nada em troca, eu e a Suzanne não queremos retribuição. Até porque, mesmo aquele de dois parágrafos acima, o que nos acha meio needy demais, ele quer que a gente fique por perto. Acreditem.
Meu gato [não por acaso chamado Cohen], por exemplo. Fica puto quando [/Felicia] eu pego ele, aperto a barriga dele, puxo as orelhas dele, esfrego o queixo dele [Felicia]. Ele some, mas é só esperar um pouquinho até ele voltar a se aninhar nas minhas pernas.
Aliás, uma vez, um amigo meu (Top Cinco Pessoas Favoritas do Mundo) disse que eu tenho o coração maior que as coxas. Cabe todo mundo [proibida a referência àquela música] e com espaço folgado. A Felícia pode machucar os filhotinhos, mas também, quem mandou eles serem tão fofos?



é por isso que eu te amo e que tu és minha maluca favorita